Tratamentos

Enxerto Ósseo

 

Muitos pacientes procuram o cirurgião dentista apresentando queixas relacionadas a transtornos gerados pela perda de dentes. A maioria destes pacientes apresentam incapacidade mastigatória, deficiência estética e diminuição da auto-estima. A reabilitação oral obteve avanços significativas com o advento dos implantes dentais.

Implantes dentais são realizados, basicamente, através da introdução de pinos metálicos (parafusos de titânio com tratamentos diversos de superfície), no interior do osso remanescente, com objetivo de restaurar áreas edêntulas (sem dentes).

Ocorre que, devido ao processo natural de atrofia óssea que se segue às perdas dentárias, muitas vezes o remanescente ósseo torna-se insuficiente para receber os implantes. Para estas situações são indicados os enxertos ósseos, que visam a recuperação volumétrica permitindo, desta feita, a instalação dos implantes.

Para um correto diagnostico, alem do exame clinico, radiografias convencionais e tomografias computadorizadas são solicitadas para a elaboração de um plano de tratamento adequado.

Existem diversos tipos de enxertos e eles se dividem em 5 tipos, basicamente:

  • Autógenos (retirados do próprio organismo);
  • Aloplásticos (de origem sintética);
  • Alógeno (doadores da mesma espécie);
  • Xenógeno (doadores de espécie diferente, bovina por exemplo);
  • Engenharia genética (estimulam a formação óssea sem a necessidade de áreas doadoras).

Pesquisas ao longo dos anos demonstram que os melhores resultados são alcançados utilizando-se o osso autógeno, embora necessitem uma área doadora para sua obtenção, e consequentemente uma cirurgia um pouco mais extensa.

Quando grandes volumes ósseos são necessários, geralmente opta-se por remover osso de áreas distantes da cavidade oral, como por exemplo a calota craniana (crânio) e a crista do osso ilíaco (bacia). Estas cirurgias geralmente demandam internação hospitalar e anestesia geral, além de equipe multidisciplinar envolvendo, dependendo da área doadora, especialistas em ortopedia e neurocirurgia.

Em situações onde pequenas quantidades ósseas são requeridas, a cavidade oral oferece diversas opções para áreas doadoras.

Estes enxertos são facilmente acessíveis através de cirurgias realizadas em consultório, sob anestesia local, podendo ser assistidas com técnicas de sedação endovenosa, o que reduz o grau de ansiedade do paciente e o desconforto cirúrgico.

As áreas de remoção de enxertos ósseos intrabucais mais utilizadas são a linha obliqua da mandíbula, o mento (queixo) e a tuberosidade Maxilar.

Os enxertos ósseos podem ser classificados, de acordo com o seu formato, em particulados ou em bloco.

Os enxertos particulados serão bem indicados em situações em que áreas pequenas deverão ser preenchidas ou em cavidades (seio maxilar, por exemplo). Normalmente, deverão ser recobertos por membranas ou telas metálicas, para que possam cicatrizar. Um tempo mínimo de nove meses deverá ser esperado para que se tornem viáveis para receberem implantes dentais.

Enxertos particulados, principalmente quando utilizados para preenchimento de cavidades (alvéolos frescos, seios maxilares, defeitos periodontais) podem ser obtidos de formas diversas, apresentando excelentes resultados. Existem diversos fabricantes para estes substitutos ósseos, e consequentemente são encontrados varias marcas comerciais para estes enxertos. Os enxertos particulados de origem bovina, e os sintetizados em laboratório são, nesta categoria, os mais utilizados.

Os enxertos em forma de blocos deverão ser utilizados em regiões onde as perdas ósseas foram severas e necessitam se fixarem ao leito receptor de uma forma rígida, estável. São utilizados então, para este fim, parafusos metálicos. Estes enxertos necessitam de um tempo mínimo de seis meses para se tornarem viáveis para receberem implantes dentais.

Novas tecnologias tem sido pesquisadas e o uso da engenharia genética tem nos permitido utilizar substancias capazes de induzir a formação óssea sem a necessidade de lançarmos mão de áreas doadoras. As proteínas ósseas morfogenéticas (RHBMPS) já vem sendo utilizadas, com sucesso , em algumas situações específicas e sua comercialização já está regulamentada pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A recuperação de dentes perdidos foi, durante muitos anos, uma situação de dificil resolução. O uso de próteses e aparelhos removíveis trazia desconforto e aborrecimento para os pacientes.

Com o advento da implantodontia moderna parece ter sido definitivamente solucionado este problema. Em situações, entretanto, onde os implantes não apresentam condições favoráveis para serem instalados, técnicas modernas de enxertia óssea tem sido utilizadas, aumentando a eficiência e longevidade das reabilitações orais envolvendo implantes dentais.

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